Por May Camilo  •  01 mar 2014
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Memorial Day | México, aí vamos nós! Califórnia Parte 5

Dicas

Ninguém nem se atenta ao significado do feriado Memorial Day, mas é uma das datas mais esperadas pelos americanos para aquele descanso prolongado. Destinos favoritos: L.A, Vegas e Arizona, mas no meu caso seria BEM diferente de tudo isso. Em um dia de aula pré-feriado, nosso professor de Business Law, Dana, fez uma enquete para saber qual seria o destino da galera. Ao questionar para o meu amigo Thomas, da Suécia, que eu cismava que era da Suíça, minha amiga Turca, Tugba, respondeu de prontidão: MÉXICO! A sala caiu na gargalhada e o Thomas aceitou sem hesitar e, como se não bastasse, ainda gritou: A Miami (apelido carinhoso que ganhei depois do festival cinco de mayo) também vai! Quem seria louca de recusar alguns dias no México?

San Diego faz divisa com Tijuana, no entanto, a faculdade não recomenda uma viagem por lá, pois o local é bastante perigoso! Minha amiga Tugba tinha uma amiga que havia conhecido em sua temporada em Londres, e morava em Ensenada, uma cidade depois de Tijuana, aparentemente mais tranquila. Já com destino fechado, compramos as passagens de ônibus, pegamos uma autorização com a UCSD para cruzar a fronteira e reservamos o hotel pela internet. Fizemos tudo da forma mais econômica.

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Já em Tijuana, nós tínhamos que achar a empresa de ônibus que levava para Ensenada e, se não fosse o meu portunhol, não chegaríamos lá! O pessoal da fronteira NÃO fala inglês, foi tenso, mas conseguimos embarcar nesse carrossel, só que não! O ônibus não tinha ar condicionado, estava imundo e fedia demais! Nisso eu fui a viagem toda dura na poltrona fazendo de tudo para não encostar minha cabeça no banco! Minha amiga turca começou a rachar o bico ao ver minha situação e falou: você também está com medo de pegar piolho ou algo assim? Hahahaha. No fim das contas, foi engraçado as duas tentando sem sucesso achar uma posição na poltrona. Chegando lá, mais um obstáculo: onde fica o hotel? Falei com metade dos funcionários da rodoviária e NENHUM deles sabia onde era a rua e já pensei que tínhamos reservado um hotel fantasma!! O jeito foi olhar o mapa e, para nossa surpresa, a rua ficava super perto de onde estávamos.

A fachada do hotel não era muito parecida com a do site, mas nunca imaginei que poderia ficar muito pior quando entrasse. O quarto parecia um cortiço abandonado, sujo, encardido, tinha ‘sangue’ na cortina, agora vai da imaginação de cada um imaginar de onde tinha vindo este sangue hahaha. O banheiro então, “minha nossa senhora”, tinha um lodo ou sei lá o que não identificado na torneira do chuveiro, e eu já comecei a me coçar toda e falar que não dormiria ali nem em sonho! Os meus amigos também ficaram chocados e bateu maior desânimo! A solução foi ligar para a amiga da Tugba e pedir que ela nos resgatasse desse inferninho!

O recepcionista do hotel ainda tentou nos animar falando que tinha uma galera na piscina e, chegando lá, tinham 4 meninas e mais nada! Sem contar umas focas ‘gritando’ bem na beirada do nosso hotel, um desastre gente! Resolvemos ir pra praia, MAS ficava a uns 20 quarteirões de onde estávamos, uma tristeza só! Em meio a essa zica toda resolvemos comer alguma coisa e, PARA MIIIINHA ALEGRIIIIIIA, encontramos uma churrascaria brasileira! Pronto, comi, bebi caipirinha com pitu e ‘côco loco’ e a noite foi sensacional! A Ariadne, amiga da Tugba, nos encontrou no restaurante e achou um novo hotel, na principal rua das festas e restaurantes da cidade a ‘Calle Once’ e foi só alegria a partir disso!! Vamos dizer que fiquei na Faria Lima ou Vl. Madalena do México!!!!

Nessa mesma noite, nós fomos a várias baladas diferentes! Lá funcionava assim: você entra na balada, pede sua bebida e já paga, fica o quanto quiser e vai embora! A única coisa ruim é ter que andar com dinheiro, eles não aceitam cartão! Mas fora isso, você pode migrar de bar em bar, de mesa em mesa e conhecer os diferentes ritmos ! Em uma das baladas mais top, a Lutz, estava vazio na sexta, só eu e meus amigos! Já no sábado, não tinha nem como andar lá! O pessoal é bem bonito, viu? As meninas fazem umas maquiagens sensacionais e os homens são bem estilo ‘Carlos Daniel’, me senti na novela A Usurpadora, Maria la del Barrio e por ai vai! hahahahahaha. Bebi a melhor tequila e Margarita da minha vida nesses lugares! A cerveja era boa também, melhor que da Califórnia, super recomendo a Tecate. Fomos também em um lugar chamado Gallery, onde tocava rock, mas o mais legal era banda de uns meninos novinhos tocando música típica também!! Arrepiei!!!

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No outro dia fomos conhecer a cidade, dar umas volta e depois ir para La Bufadora! De acordo com o Google, La Bufadora é um gêiser localizado na Península Puta Banda, na Baja Califórnia! No mundo só existem 2 desses e eu tive o prazer de conhecer! A natureza é mesmo incrível!!!!! Tipo, a pressão do ar em um buraco embaixo d’água faz com a água seja lançada a não sei quantos metros de altura, é animal!! Tomei um banho lá, mas já vale a experiência. Este lugar é cheio de lojinhas, espaços para comer, vale muito a pena conhecer! Acho que foi um dos momentos mais bonitos da minha vida!

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O lugar é incrível, com pessoas receptivas, comida muito boa, bebida sensacional! Uma das viagens mais engraçadas e top que já fiz, apesar de todos os perrengues! Às vezes é bom fugir de roteiros turísticos e conhecer lugares como esse.

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Se você não acompanhou a história desde o início ou perdeu alguma parte, confira nos links:

Califa parte 1

Califa parte 2

Califa parte 3

Califa parte 4

Aquele abraço!

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Por May Camilo  •  22 fev 2014
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Cinco de mayo, aiaiaiaiaiiii…Califórnia Parte 4

Dicas

Meu período de intercâmbio foi de março a setembro de 2013, logo aproveitei o verão californiano e tive a oportunidade de ir num festival incrível: Cinco de Mayo, que acontece em Oldtown, naquele lugar que contei onde se concentram os melhores restaurantes mexicanos! Essa festa já rola desde 1983, acontece nos dias 4 e 5, e tem atração para todas as idades! Além dos restaurantes tradicionais da região, você se depara com uma imensidão de barraquinhas com comida típica, bebidas, artesanato e cultura mexicana por todos os lados! A alegria das danças, músicas contagiantes dos Mariachis (que me arrancaram lagriminhas de tão lindo) e um colorido mágico dos trajes, fez com que me sentisse em casa e que o sangue latino fervesse dentro de mim! Não só eu, mas meus amigos de Taiwan, Turquia, Suécia e até mesmo americanos entraram na dança e fizeram bonito! Uma festa regada a muita tequila, cerveja Corona e tchetchererê! Sim, Gustavo Lima e você, foi umas das músicas mais tocadas no festival!

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Mas na segunda-feira, 6 de maio, ainda em clima de festa, nunca poderia imaginar o que me aguardava! Não acordei muito bem nesse dia, mas eu tinha gosto de ir para a faculdade e nem isso me faria ficar em casa, além disso, eu tinha uma série de entrevistas para realizar por conta de um projeto de pesquisa. Assim que fui entrevistar uma professora, junto com a minha amiga indiana Neha, tive que sentar, pois o mal-estar veio muito forte! Nesse momento comecei a sentir cólicas muito fortes e, um professor que seria entrevistado logo em seguida, teve que me socorrer. Minha amiga Christina e Aya seguiram junto comigo para o Scripps Memorial Hospital, onde o atendimento foi de imediato. Em menos de 10 minutos eu já havia sido levada para uma sala, medicada, feito exame de sangue e lavada para uma série de outros exames.

Eu fiquei pasma com a agilidade, eficiência, atenção e educação que recebi de TODOS profissionais de saúde. Com o passar do tempo, mais amigas minhas foram chegando no hospital para me distrair e tranquilizar enquanto o resultados dos exames não chegava. Como já era tarde e tinha aula cedo no outro dia, insisti para que fossem embora e que eu daria notícias se precisassem, mas no momento em que elas haviam deixado a sala, o médico entrou e disse logo de cara: você tem um cisto hemorrágico de 8 cm no ovário, não sabemos se está torcido com o seu ovário direito e faremos o possível para preservá-los.

Meu primeiro pensamento foi: FO***! Liguei na hora chorando para as minhas amigas voltarem, por que eu iria para o centro cirúrgico logo mais. Receber a notícia não foi a pior parte, mas sim ter que ligar para os meus pais no Brasil e falar que eu estava prestes a morrer, hahaha adoro um drama! Brincadeira a parte, eu tive que engolir o choro e falar da forma mais amena possível! Lembro que minha mãe pedia desesperada para adiar a cirurgia, mas não era possível, sem contar que ela ainda estava no processo de retirada de passaporte. Eu não tinha opção a não ser fazer a cirurgia e rezar para que tudo desse certo! Com todas essas histórias de erros médicos, que cortam a perna errada, extraem o órgão errado, eu ficava orientado o médico que o corte era do lado direito! Hahahahahaha. Esses foram alguns dos resultados do meu medo, sem contar que já na mesa de cirurgia eu pedia insistentemente para o anestesista não me deixar morrer! Ele, muito carinhoso, sorriu e me dopou!

Depois de momentos de aflição, acordei com dois amigos meus no quarto, cantando Gangster Paradise (um dos hits da volta do festival cinco de mayo hahaha) e tirando fotos de mim, belamente descabelada e grogue na cama! Vai dizer que não é uma lembrança animal? Hahahaha. Para espanto de muitos, não atrasei nenhum trabalho ou lição de casa e em uma semana já estava indo normalmente para a faculdade. Um mês depois eu já estava caindo no samba, ainda que contra a orientação médica, que recomendou 6 meses de recuperação.

Passado tudo isso começaram a chegar contas e mais contas do hospital, totalizando $ 39.000,00 dólares. Eu só tinha uma coisa na cabeça: fali meu pai! Mas achava tudo aquilo muito estranho, pois eu havia fechado junto com o meu curso o seguro saúde da faculdade, que dá cobertura 100% em casos como o meu. Depois de investigar, vi que era falta de comunicação entre o seguro saúde da faculdade e o hospital, que demorou alguns meses para ser resolvido por conta de análise dos serviços prestados pelo Scripps Memorial.
Dica: nunca viagem sem um seguro saúde! Existem seguros aqui no Brasil, mas eu recomendo que você feche o seguro oferecido pela faculdade!

Se você ainda não viu os demais posts, confira a seguir:

Califa parte 1

Califa parte 2

Califa parte  3

Beijos e até o próximo post!

 

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